Data: 11/03/2016
Movimento de apoio aos produtores de arroz querem uma audiência com a ministra Kátia Abreu
O movimento de apoio aos produtores de arroz do Vale do Itapocu, iniciado pela Avevi, e com adesão dos órgãos que representam o setor, deverão nos próximos dias agendar uma audiência com a Ministra da Agricultura Kátia Abreu para apresentar detalhes das perdas na safra 2015/2016 na região e pedir o perdão das dívidas. O vereador de São João do Itaperiú Sandro Jarozinski que representa os vereadores, disse que uma comissão está buscando mais dados e números dos prejuízos causados pelas chuvas. O documento será anexado ao ofício que foi entregue para o Fórum Parlamentar Catarinense (foto) e para o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar.
O movimento vai seguir o exemplo dado pelos produtores do Rio Grande do Sul que já estiveram em Brasília apresentando um conjunto de propostas para minimizar as dificuldades que a categoria está enfrentando. Um mapa com as estimativas de perdas nas lavouras será confeccionado, nele um comparativo da safra do ano passado com a safra atual fazendo uma simulação de redução na produção e produtividade.
Abaixo o documento na integra que já está com o Fórum Parlamentar Catarinense e enviado para o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
RIZICULTORES DO VALE CLAMAM POR SOCORRO
A produção de arroz irrigado pré-geminado, na região do Vale do Itapocu, sempre se destacou no Estado de Santa Catarina, graças a produtividade apresentada e por ser esta a principal atividade agrícola desta região.
Uma informação muito importante a destacar é que 90% dos rizicultores desta região catarinense se caracterizam como pequenos produtores familiares, de acordo com os dados da EPAGRI e do Ministério de Desenvolvimento Agrário(MDA).
Ocorre que no transcorrer do segundo semestre do ano de 2015, a sequência de dias chuvosos, de baixa luminosidade e temperatura aquém do necessário para o cultivo do arroz, principalmente, nos meses de setembro, outubro e novembro afetaram de maneira drástica, comprometendo esta cultura agrícola, evidentemente, acarretando altos prejuízos aos produtores rurais, tornando por demais penosa a atividade que exercem por conta dos altos custos produtivos, notadamente pelo desmesurado preço dos insumos agrícolas, especialmente, os fertilizantes e o óleo diesel.
Vale ainda ressaltar que o arroz plantado a partir de agosto de 2015, por conta do problema climático, acima citado, teve uma queda de aproximadamente 80% da produção, qual seja, valores entre R$1.800,00 à R$2.000,00 por hectare, portanto, muito superior aos custos da produção que representam em média e 40% à 55% do plantio.
O fato é que, como a maioria destes rizicultores são tomadores de empréstimo, tanto, em banco, quanto em cooperativas e empresas ligadas ao setor, não terão como saldar seus débitos.
Diante do exposto, a Avevi, em atenção ao pleito das lideranças do setor rizícula da região solicita que o ministério da agricultura envide esforços no sentido de que sejam tomadas medidas que contemple:
a.) Perdão da dívida relacionada aos financiamentos junto à rede bancária e congêneres;
b.) Caso, tal medida não seja realmente possível, que o órgão federal envide esforços no sentido de instituir nova linha de financiamento que proporcione condições ao produtor desta área agrícola preparar-se para o plantio 2016-2017, assim buscando recuperar-se financeiramente.
No intuito de dar veracidade ao aqui apresentado, em anexo, segue informações complementares dos órgãos relacionados ao plantio 2015-2016 e que poderão servir para analisar o problema acima apresentado.
Giovanni Tonet
Presidente da Avevi
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